São Paulo — Gestores de recursos projetam que o Ibovespa pode alcançar 189 mil pontos até o fim de 2026, refletindo uma visão mais otimista para o mercado acionário brasileiro nos próximos anos. A projeção vem acompanhada de uma melhora perceptível no humor dos investidores, em comparação com levantamentos anteriores, e de maior disposição para assumir risco de forma seletiva.
Segundo a pesquisa, o cenário mais favorável é sustentado por expectativas de queda gradual dos juros, melhora do ambiente macroeconômico e maior previsibilidade fiscal. Esses fatores, na avaliação dos gestores, tendem a beneficiar especialmente empresas com geração de caixa consistente, balanços sólidos e capacidade de repassar preços.
Entre os setores preferidos, destacam-se bancos, commodities e empresas ligadas à economia doméstica, vistas como bem posicionadas para capturar a recuperação do crescimento e a normalização das condições financeiras. A preferência também recai sobre companhias com histórico de boa governança e retorno ao acionista, por meio de dividendos ou recompra de ações.
As ações mais citadas incluem grandes nomes do mercado, além de empresas com perfil defensivo e outras mais cíclicas, indicando uma estratégia de diversificação entre crescimento e proteção. A leitura dos gestores é que o mercado ainda oferece oportunidades relevantes, apesar da valorização recente de alguns ativos.
Outro ponto ressaltado é a redução da percepção de risco extremo, o que contribui para uma alocação mais equilibrada entre renda fixa e renda variável. Ainda assim, os gestores mantêm cautela, destacando que o desempenho do Ibovespa dependerá da execução de políticas econômicas, do cenário internacional e da trajetória da inflação.
A melhora no sentimento em relação ao mercado brasileiro também está associada ao fluxo potencial de capital estrangeiro, que tende a aumentar caso o país mantenha estabilidade institucional e avance em agendas estruturais. Para os gestores, o patamar de 189 mil pontos representa um cenário possível, desde que o ambiente macro permaneça construtivo.
Com isso, a pesquisa sinaliza um otimismo moderado, combinando expectativa de valorização com seletividade na escolha de ativos e atenção aos riscos ao longo do caminho até 2026.
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