PNAD Contínua aponta desemprego em 5,2% no trimestre até novembro; ocupação e renda batem níveis inéditos e fortalecem cenário econômico
Nesta terça-feira, os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro de 2025, atingindo o menor nível já registrado desde o início da série histórica, em 2012.
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Emprego em alta e queda da desocupação
O resultado representa uma queda significativa em relação ao trimestre anterior, quando o desemprego estava em 5,6%, e também supera as projeções de analistas que estimavam um recuo mais modesto.
Segundo os números oficiais, cerca de 5,6 milhões de pessoas estavam desocupadas, o menor contingente de desempregados desde o início da série histórica. Esse dado reforça a tendência de recuperação sólida do mercado de trabalho observada ao longo de 2025.
Crescimento de vagas e renda em alta
Não foi apenas a queda no desemprego que chamou atenção. A população ocupada alcançou um novo recorde, com mais de 103 milhões de trabalhadores formal e informalmente empregados no país. Além disso, houve aumento real da renda média dos trabalhadores, indicando melhorias não só no acesso ao emprego, mas também na qualidade das oportunidades geradas.
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Especialistas ressaltam que a combinação de desemprego baixo, renda em ascensão e criação de vagas contribui para reduzir a subutilização da mão de obra, que também caiu para níveis históricos no mesmo período.
Panorama econômico mais amplo
A trajetória positiva do mercado de trabalho ocorre em um contexto de recuperação econômica gradual após os impactos da pandemia de COVID-19 e outras turbulências globais. Nos últimos anos, o país vinha registrando recordes sucessivos de redução da taxa de desocupação, com mínimas progressivas em 2024 e 2025 até alcançar o patamar atual.
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Analistas destacam que fatores como a formalização crescente, políticas de estímulo ao emprego e a retomada de setores como serviços e comércio no pós-pandemia podem ter sido determinantes para a dinâmica favorável observada no mercado de trabalho brasileiro.
Desafios ainda presentes
Apesar da melhora histórica, alguns desafios persistem. Informalidade e desigualdade regional ainda são pontos de atenção para economistas e formuladores de políticas públicas. Estados com maiores índices de desemprego continuam a registrar taxas acima da média nacional, e diferenças salariais entre profissionais com distintos níveis de escolaridade ainda se mantêm relevantes.
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