Indicadores fiscais, inflação, emprego e atividade econômica movimentam agenda doméstica, enquanto ata do FOMC e PMIs globais definem o tom para o início de 2026.
O investidor inicia a última semana do ano atento a uma série de divulgações econômicas que podem influenciar decisões no mercado financeiro. Apesar do calendário enxuto por conta do período de festas, os indicadores divulgados entre os dias 29 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026 carregam peso para a precificação dos ativos no curto prazo, especialmente no câmbio, curva de juros e Bolsa.
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O foco está dividido entre dados do mercado de trabalho no Brasil e a ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), nos Estados Unidos, que pode redesenhar expectativas sobre a trajetória dos juros americanos no início de 2026. Paralelamente, PMIs industriais divulgados por grandes economias devem indicar o ritmo da atividade global no encerramento do ano.
Brasil: emprego e inflação no radar local
A segunda-feira (29) abre com atenção ao quadro fiscal. O Tesouro apresentará o resultado primário do Governo Central de novembro, enquanto o mercado acompanha o IGP-M, referência importante em renegociação de aluguéis e contratos, além da Sondagem da Indústria da FGV. No mesmo período, o Relatório Focus do Banco Central atualiza expectativas para inflação, juros e PIB.
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A agenda ganha força na terça-feira (30), quando serão divulgados dois termômetros essenciais da saúde econômica:
• Caged, com geração de empregos formais em novembro (projeção de 54 mil novas vagas)
• PNAD Contínua do IBGE, que deve mostrar taxa de desemprego de 5,5%
Também saem as sondagens de comércio e serviços da FGV e a Nota de Política Fiscal do BC, detalhando as contas públicas.
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Após o feriado, a sexta-feira (2) traz leituras de inflação e atividade. O IPC-S abre o mês com nova atualização semanal, enquanto o PMI industrial brasileiro da S&P Global (dado final de dezembro) mostra o termômetro da indústria na virada do ano.
Exterior: ata do FOMC pode reposicionar expectativas de juros
O destaque internacional ocorre na terça-feira (30), com a publicação da ata do FOMC, documento que costuma detalhar o tom adotado pelo Federal Reserve na última reunião e pode indicar o ritmo de cortes ou manutenção de juros em 2026.
Na mesma data, a China apresenta seus PMIs, incluindo o índice composto da S&P Global e o PMI industrial Caixin. O comportamento da manufatura chinesa interessa diretamente ao Brasil por influência sobre commodities e exportações.
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A quarta-feira (31) apresenta os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA, indicador sensível para medir o aquecimento da mão de obra americana.
A semana encerra com dados relevantes na sexta-feira (2):
• PMIs finais da indústria na Alemanha, Zona do Euro e Estados Unidos
• IMACEC no Chile, referência mensal de atividade (estimado em 2,5% a/a)
• Ata de política monetária do Banxico, trazendo pistas para decisões futuras no México
Por que esta semana importa para o investidor?
A combinação entre indicadores domésticos de emprego, inflação e fiscal, somada aos movimentos de política monetária globais, tende a ajustar expectativas para o início de 2026. A ata do FOMC pode reforçar ou alterar apostas sobre cortes de juros nos EUA — fator que impacta diretamente fluxo de capital para países emergentes, incluindo o Brasil.
Para o investidor que pretende operar, o período exige atenção redobrada a volatilidade, especialmente em taxa de câmbio, juros futuros e Ibovespa.
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