O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma cirurgia para tratamento de hérnia inguinal bilateral sob um rígido protocolo de segurança determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação, autorizada pela Corte na última semana, será realizada no hospital DF Star, em Brasília, com deslocamento e vigilância integral conduzidos pela Polícia Federal.
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A entrada e saída de Bolsonaro do hospital serão feitas de forma discreta, com transporte oficial e desembarque pela garagem da unidade. Durante todo o período de internação, o quarto deverá permanecer sob monitoramento constante, com pelo menos dois agentes posicionados na porta e equipes adicionais no entorno. A medida prevê vigilância 24 horas, sem interrupção, até o fim do tratamento pós-operatório.
Além dos protocolos de segurança, a decisão judicial impõe restrições ao uso de aparelhos eletrônicos. Bolsonaro está proibido de utilizar celulares, computadores ou quaisquer dispositivos que permitam comunicação externa — exceção feita apenas a equipamentos médicos indispensáveis. O cumprimento das regras ficará sob responsabilidade direta da Polícia Federal.
A autorização também define quem poderá acompanhar o ex-presidente no hospital. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, recebeu permissão para permanecer ao lado do marido durante todo o período de internação. Já a visita de filhos e demais familiares dependerá de autorização judicial específica.
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A cirurgia — indicada para correção de uma hérnia na região da virilha, condição que pode causar dor e desconforto — foi antecipada a pedido da defesa, que solicitou internação ainda na quarta-feira (24) para que o procedimento ocorra na quinta-feira (25). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou parecer favorável ao pedido.
Bolsonaro está detido desde 22 de novembro na sede da Polícia Federal, em Brasília, após decisão baseada em risco de fuga. Posteriormente, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Durante o período no hospital, continuará sob custódia e vigilância, retornando à carceragem após o período de recuperação estabelecido pelos médicos.
A expectativa é que novos boletins sejam divulgados conforme o avanço clínico no pós-operatório.
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