Itaú Unibanco aprova bonificação em ações de R$ 12,85 bilhões

Unibanco (ITUB4) anunciou nesta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou aumento de capital
Logotipo do Itaú em agência do banco em São Paulo - 06/02/2025 (Foto: REUTERS/Tuane Fernandes)

Banco mantém pagamento mensal de juros sobre capital próprio e dividendo mínimo anual para ações preferenciais

O Itaú Unibanco anunciou a aprovação de uma bonificação em ações no valor de R$ 12,85 bilhões, reforçando sua política de remuneração aos acionistas e sinalizando confiança na solidez financeira da instituição. A decisão foi comunicada ao mercado após deliberação do conselho de administração do banco.

Além da bonificação, o Itaú informou que será mantido o pagamento mensal de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,01765 por ação, bem como o dividendo mínimo anual de R$ 0,022 por ação preferencial, preservando o modelo recorrente de distribuição de proventos.

Bonificação amplia número de ações em circulação

A bonificação em ações consiste na capitalização de reservas, transformadas em novas ações distribuídas gratuitamente aos acionistas, de forma proporcional à participação de cada investidor. Na prática, a medida não representa saída de caixa, mas aumenta o número de ações em circulação e ajusta o valor unitário dos papéis.

Segundo o banco, a operação visa otimizar a estrutura de capital, mantendo níveis confortáveis de capitalização, ao mesmo tempo em que recompensa os acionistas de longo prazo.

Manutenção dos proventos reforça previsibilidade

O Itaú destacou que continuará adotando sua política de pagamentos mensais de JCP, mecanismo amplamente utilizado pelo setor bancário por sua eficiência tributária. O valor de R$ 0,01765 por ação segue como referência mensal, oferecendo previsibilidade aos investidores.

Além disso, o banco reiterou o compromisso com o dividendo mínimo anual de R$ 0,022 por ação preferencial, assegurando uma remuneração básica mesmo em cenários de maior volatilidade econômica.

Sinalização ao mercado

Para analistas, a combinação entre bonificação em ações e manutenção dos proventos regulares é vista como um sinal de confiança da administração na geração de resultados futuros. A estratégia também contribui para preservar a atratividade dos papéis do Itaú entre investidores focados em renda e no longo prazo.

O movimento ocorre em um contexto de atenção redobrada do mercado ao setor financeiro, diante do cenário de juros elevados e maior seletividade no crédito, o que torna decisões de capital e remuneração ainda mais relevantes.

Próximos passos

Os detalhes operacionais da bonificação, como data de corte, proporção de ações e cronograma, devem ser divulgados nos próximos comunicados ao mercado. Os pagamentos de juros sobre capital próprio e dividendos seguem sujeitos à aprovação nas instâncias formais e às regras vigentes.

A decisão reforça a posição do Itaú Unibanco como uma das principais referências do mercado financeiro brasileiro em termos de governança, previsibilidade e retorno ao acionista.

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