Rubro-Negro busca empate no tempo normal e na prorrogação, mas franceses levam título inédito nas penalidades
O Flamengo esteve muito perto de escrever mais um capítulo histórico no futebol mundial, mas acabou ficando com o vice-campeonato da Copa Intercontinental após uma final marcada por emoção, equilíbrio e drama. Nesta quarta-feira, o time brasileiro empatou por 1 a 1 com o Paris Saint-Germain no tempo regulamentar, repetiu o placar durante a prorrogação e viu o título escapar na disputa de pênaltis, vencida pelos franceses por 2 a 1.
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O confronto começou intenso, com o PSG assumindo o protagonismo em parte do jogo e abrindo o placar com Kvaratskhelia. O Flamengo, no entanto, mostrou resiliência e personalidade. Mesmo pressionado, conseguiu reagir e chegou ao empate com Jorginho, levando a decisão para além dos 90 minutos. Na prorrogação, as duas equipes mantiveram o nível competitivo elevado, mas o desgaste físico e a cautela impediram novos gols.
Nas penalidades, o goleiro Safonov foi decisivo e se tornou o grande nome da final. O camisa 1 do PSG defendeu quatro cobranças e garantiu o primeiro título intercontinental da história do clube francês. Pelo lado rubro-negro, Saúl, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo não conseguiram converter suas batidas, selando o desfecho amargo para o time carioca.
O resultado reforça o peso emocional da derrota para o Flamengo, que disputava mais uma decisão internacional com a expectativa de repetir o feito de 1981, quando conquistou o mundo. Desde então, o clube soma campanhas marcantes, mas também frustrações: foi vice para o Liverpool em 2019, caiu na semifinal em 2022 e, agora, novamente fica com o segundo lugar após uma final decidida nos pênaltis.
Para o PSG, o título representa um marco histórico. Depois de anos de investimentos e tentativas frustradas de alcançar o topo do futebol mundial, o clube francês celebra sua primeira conquista intercontinental, coroando uma geração que conseguiu se impor em um duelo equilibrado contra um dos gigantes da América do Sul.
Apesar da derrota, o Flamengo deixa a competição com a imagem de um time competitivo, capaz de enfrentar de igual para igual um campeão europeu e levar a decisão ao limite. A atuação reforça o protagonismo do clube no cenário internacional, ainda que o troféu, desta vez, tenha ficado com o adversário.
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