Fonte: Agência Senado
Brasil adere ao Fumin IV e amplia acesso a recursos para inovação, crédito e pequenas empresas
Nova fase do fundo do BID fortalece investimentos no setor privado e prioriza agricultura sustentável, tecnologia e geração de empregos
O Senado aprovou nesta terça-feira (16) a adesão do Brasil à quarta fase do Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin IV), iniciativa administrada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e voltada ao fortalecimento do setor privado na América Latina e no Caribe. Com parecer favorável do senador Humberto Costa (PT-PE), a medida segue agora para promulgação, consolidando a participação brasileira em um dos principais instrumentos regionais de fomento ao desenvolvimento produtivo.
A aprovação ocorreu por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 242/2025, que ratifica o Convênio Constitutivo e o Convênio de Administração do Fumin IV, assinados em 2024, na República Dominicana. A nova fase do fundo marca uma mudança relevante em sua estrutura, ao adotar um modelo de captação permanente com múltiplas fontes de financiamento, ampliando receitas próprias e fortalecendo a capacidade de mobilização de recursos ao longo do tempo.
Criado para impulsionar o crescimento econômico com foco no setor privado, o Fumin atua no financiamento de projetos estratégicos, como programas de microcrédito, apoio a pequenas e médias empresas, fortalecimento de cadeias produtivas, capacitação de mão de obra, capital de risco e parcerias público-privadas. A expectativa é que a adesão brasileira amplie o acesso a linhas de financiamento voltadas à inovação, ao empreendedorismo e à inclusão produtiva, especialmente em regiões com menor acesso ao crédito tradicional.
Segundo o relator da matéria, a quarta fase do fundo incorpora prioridades alinhadas a desafios centrais da economia brasileira. Entre os eixos estratégicos estão o apoio à agricultura sustentável, a melhoria da qualidade de vida em áreas urbanas por meio de inovações do setor privado, a geração de empregos, o crescimento de empresas intensivas em tecnologia e o fortalecimento do ecossistema de inovação. Para Humberto Costa, esses temas dialogam diretamente com a agenda de desenvolvimento do país e com a necessidade de modernização produtiva.
Além do impacto econômico, a adesão ao Fumin IV também reforça a presença do Brasil em iniciativas multilaterais voltadas à integração regional. Ao participar ativamente do fundo, o país amplia sua capacidade de influenciar prioridades de investimento e de articular projetos que combinem desenvolvimento econômico, sustentabilidade e inclusão social.
Com a promulgação do decreto legislativo, o Brasil passa a integrar oficialmente a nova fase do Fumin, abrindo caminho para a participação em projetos financiados pelo fundo nos próximos anos. A expectativa no Congresso é de que os recursos contribuam para dinamizar o ambiente de negócios, estimular a inovação e fortalecer setores estratégicos da economia, em um contexto de busca por crescimento sustentável e geração de oportunidades.
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