Haddad pressiona por corte de incentivos fiscais enquanto Senado analisa proposta já aprovada na Câmara
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Orçamento de 2026 ainda precisa de aproximadamente R$ 20 bilhões em receitas ou ajustes para ser fechado. A declaração foi feita em Brasília, durante discussões sobre medidas fiscais em tramitação no Congresso Nacional.
- Toffoli diz ter declarado dividendos e nega conflito de interesses em investigação sobre o Banco Master
- Bomba na investigação: PF localiza menções a políticos no celular de Vorcaro desde 2022
- Ronaldo Caiado se filia ao PSD e amplia disputa interna por candidatura presidencial em 2026
Segundo Haddad, o valor é necessário para garantir o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento das metas fiscais previstas pelo governo federal. O ministro defendeu a aprovação de um projeto que trata do corte de benefícios fiscais como uma das alternativas para viabilizar o fechamento do Orçamento.
O projeto mencionado pelo ministro foi aprovado pela Câmara dos Deputados e deve ser analisado pelo Senado Federal nesta quarta-feira. A proposta prevê a revisão e a redução de incentivos fiscais concedidos a diferentes setores da economia, com o objetivo de ampliar a arrecadação e reduzir distorções no sistema tributário.
Em declarações a jornalistas, Haddad afirmou que a revisão dos benefícios fiscais é um instrumento relevante para reforçar o caixa da União. Segundo o ministro, a iniciativa busca racionalizar gastos tributários sem a criação de novos impostos.
As informações institucionais indicam que o Orçamento de 2026 está sendo elaborado em conformidade com o novo arcabouço fiscal, que estabelece limites para o crescimento das despesas e exige a adoção de medidas compensatórias quando há renúncia de receitas. O Ministério da Fazenda tem defendido que a revisão de benefícios é compatível com essas regras.
O debate sobre os benefícios fiscais ocorre em um contexto de esforço do governo para garantir previsibilidade fiscal e atender às exigências legais de equilíbrio das contas públicas. O tema tem sido recorrente nas negociações entre o Executivo e o Legislativo ao longo do atual ciclo orçamentário.
No momento, o projeto aprovado pela Câmara aguarda deliberação no Senado. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial. O governo federal acompanha a tramitação e aguarda a definição do Congresso para avançar na consolidação do Orçamento de 2026.
Faça um comentário