Trump e Zelensky se reúnem na Flórida e apontam proximidade de um acordo de paz na guerra Rússia-Ucrânia

Presidente dos EUA Donald Trump cumprimenta o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na chegada ao clube Mar-a-Lago, na Flórida, para reuniões oficiais
Trump recebe Zelensky em Mar-a-Lago para reunião sobre negociações de paz — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Encontro em Mar-a-Lago terminou com tom otimista sobre um possível fim do conflito após quase quatro anos, mas pontos sensíveis — como fronteiras e garantias de segurança — ainda dividem as partes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, concluíram neste domingo (28) um encontro em Mar-a-Lago, na Flórida, que marcou mais um capítulo nas tentativas internacionais de pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase quatro anos.

À saída das conversas bilaterais, Trump declarou que as negociações para um acordo de paz estão “na fase final” e que “há um avanço significativo”, sugerindo que um pacto abrangente de segurança e cessar-fogo pode estar próximo de ser concluído. Zelensky compartilhou um tom cautelosamente otimista, enfatizando a importância das garantias de segurança e reafirmando que sua delegação chegou preparada para discutir uma proposta abrangente de 20 pontos, que vem sendo refinada nas últimas semanas com apoio dos Estados Unidos.

O documento de paz, agora nas mãos dos negociadores, teria sido amplamente acordado em grande parte de seu conteúdo, segundo autoridades ucranianas, mas os pontos territoriais e de garantias internacionais ainda permanecem como os principais pontos de impasse. Moscou, por sua vez, continua a exigir concessões territoriais significativas, principalmente sobre o controle do Donbas e da Crimeia, enquanto Kiev insiste em salvaguardar sua soberania e integridade territorial.

Antes da reunião presencial, Trump manteve uma longa ligação com o presidente russo Vladimir Putin, em um esforço para sincronizar os próximos passos diplomáticos, embora poucos detalhes sobre essa conversa tenham sido divulgados oficialmente. Zelensky já teria informado que está disposto a considerar zonas desmilitarizadas sob condições específicas, buscando um meio-termo que possa preservar a segurança ucraniana no pós-conflito.

Apesar do tom relativamente positivo, ambos os líderes admitiram que “um ou dois entraves difíceis” ainda precisam ser superados antes que um acordo final possa ser assinado e implementado. Especialistas em diplomacia alertam que, mesmo com avanços nas negociações, qualquer pacto dependerá do apoio contínuo de aliados europeus e de uma possível recusa ou flexibilidade de Moscou sobre as exigências mais controversas.

O encontro de hoje representa uma das fases mais intensas de diplomacia internacional desde o início da guerra, e será acompanhado de perto por governos, mercados e organizações humanitárias, dada a magnitude das implicações geopolíticas e humanitárias envolvidas.

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