Toffoli diz ter declarado dividendos e nega conflito de interesses em investigação sobre o Banco Master

Ilustração representa investigação envolvendo o STF, o Banco Master e esclarecimentos de Dias Toffoli sobre dividendos declarados
Imagem ilustrativa simboliza apuração da Polícia Federal e esclarecimentos do ministro Dias Toffoli sobre participação em empresa da família.

Ministro afirma a Fachin que participação em empresa da família foi encerrada antes do avanço do inquérito e que valores recebidos foram informados à Receita Federal

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, afirmou a interlocutores e ao presidente da Corte, Edson Fachin, que os valores financeiros recebidos por meio de uma empresa familiar foram devidamente declarados à Receita Federal e não configuram conflito de interesses com o inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

Segundo relatos apurados pela CNN Brasil, Toffoli explicou que é sócio, junto com familiares, da empresa Maridt, e que os rendimentos mencionados em mensagens analisadas pela Polícia Federal correspondem a dividendos decorrentes da venda da participação societária da companhia. A operação envolveu fundos e empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

As explicações foram apresentadas ao comando do STF após a Polícia Federal solicitar o afastamento de Toffoli da condução do inquérito. O ministro, no entanto, sustenta que não há impedimento legal ou suspeição, argumentando que sua condição de investidor em empresa familiar não interfere na atuação jurisdicional nem compromete a imparcialidade do processo.

De acordo com Toffoli, quando o caso chegou ao seu gabinete, a Maridt já não possuía qualquer vínculo com o empreendimento Tayayá Resort, localizado no Paraná. A participação societária teria sido encerrada em duas etapas: a primeira em setembro de 2021, com a venda parcial a um fundo de investimentos, e a segunda em fevereiro de 2025, com a alienação do restante das cotas.

O irmão do ministro, José Eugênio Dias Toffoli, também sócio da empresa, afirmou que todas as movimentações financeiras foram realizadas dentro da legalidade e informadas aos órgãos competentes, conforme prevê a legislação brasileira. As mesmas informações deverão constar formalmente na resposta apresentada ao STF no âmbito do pedido de afastamento.

Apesar da pressão gerada pelo conteúdo das mensagens periciadas, Toffoli tem reiterado a pessoas próximas que não pretende se afastar da investigação. A avaliação interna, segundo fontes, é de que os esclarecimentos prestados são suficientes para afastar dúvidas sobre eventual irregularidade ou conflito de interesses.

Fonte: CNN Brasil

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