Santander eleva recomendação de JBS e BRF para compra e rebaixa Minerva; veja o impacto no setor

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São Paulo — O Santander revisou suas recomendações para importantes empresas do setor de proteínas e agronegócio, elevando a classificação de JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3) para compra, ao mesmo tempo em que rebaixou a recomendação da Minerva (BEEF3) para neutra. A atualização reflete uma mudança na leitura do banco sobre riscos, margens e perspectivas operacionais das companhias.

De acordo com a análise, JBS e BRF apresentam um cenário mais favorável de rentabilidade nos próximos trimestres, impulsionado por ajustes operacionais, melhora no ciclo de preços e maior previsibilidade de resultados. A avaliação positiva também considera a diversificação geográfica das operações e a capacidade de adaptação das empresas a diferentes mercados consumidores.

No caso da JBS, o banco destaca a exposição internacional como um fator de proteção contra volatilidades locais, além do desempenho mais consistente em algumas de suas principais divisões. Já a BRF se beneficia de um processo de reestruturação que vem refletindo em maior eficiência operacional, controle de custos e recuperação gradual de margens.

Por outro lado, a Minerva teve sua recomendação rebaixada para neutra em razão de um equilíbrio menos atrativo entre risco e retorno no momento. O Santander avalia que, apesar da relevância da companhia no mercado de exportação de carne bovina, fatores como alavancagem, pressão competitiva e sensibilidade a variações cambiais reduzem o potencial de valorização no curto prazo.

No segmento mais amplo do agronegócio, o banco manteve a 3tentos (TTEN3) como a única ação com recomendação equivalente à compra. A empresa é vista como um ativo defensivo dentro do setor, com modelo de negócios integrado, forte presença regional e capacidade de capturar valor ao longo da cadeia produtiva.

A revisão das recomendações ocorre em um momento de maior cautela dos investidores com empresas ligadas a commodities, diante de oscilações nos preços internacionais, custos de produção e cenário macroeconômico global. Ainda assim, o Santander entende que oportunidades pontuais permanecem, especialmente entre companhias com gestão eficiente, balanços mais sólidos e estratégia bem definida.

Com isso, a leitura do banco reforça uma postura mais seletiva no setor, privilegiando empresas com maior previsibilidade de resultados e capacidade de atravessar ciclos econômicos adversos.

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