Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (12) que foi diretamente consultado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a retirada das sanções da chamada Lei Magnitsky que haviam sido impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua família. A declaração foi feita durante um evento que contou com a presença de autoridades como Moraes, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e outros líderes políticos.
Segundo Lula, em uma ligação recente com Trump, o presidente americano o questionou: “É bom para você?” ao se referir à revogação das sanções. Lula respondeu que não se tratava de algo vantajoso apenas para ele, mas sim “bom para o Brasil e para a democracia brasileira”, destacando que a decisão americana era um passo importante para fortalecer as relações bilaterais e a soberania nacional.
O comentário foi feito em um evento de destaque político e midiático, no qual Lula comemorou a retirada das penalidades internacionais que afetavam Moraes, sua esposa — a advogada Viviane Barci de Moraes — e uma empresa ligada ao casal. As sanções da Lei Magnitsky, que haviam gerado restrições de viagens, bloqueios de ativos e barreiras financeiras, foram removidas pelos Estados Unidos após um período de negociações diplomáticas e intercâmbio direto entre os governos brasileiro e americano.
Durante o mesmo evento, Moraes agradeceu ao presidente Lula pelo empenho na interlocução com as autoridades americanas e classificou a decisão como uma vitória da soberania nacional e do Judiciário brasileiro. Ele ressaltou que a reversão das sanções reforça a importância do respeito mútuo entre as instituições e governos dos dois países.
A conversa entre Lula e Trump, que durou cerca de 40 minutos, abordou não apenas a questão das sanções, mas também temas como comércio exterior, tarifas e cooperação no combate ao crime organizado. O diálogo ocorre em um momento de aproximação estratégica entre Brasil e Estados Unidos, depois de meses de tensões em função de medidas punitivas aplicadas por Washington.
A fala de Lula sublinha a tentativa de equilibrar a defesa da autonomia brasileira com a manutenção de relações diplomáticas estáveis com uma das principais potências mundiais, reforçando que a retirada das sanções brasileiras pelos EUA foi apresentada como uma decisão alinhada com os interesses do Brasil e a preservação da democracia.
Faça um comentário