Governo admite rombo no Orçamento de 2026 e busca R$ 20 bilhões para equilibrar as contas

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Orçamento de 2026 ainda precisa de aproximadamente R$ 20 bilhões em receitas ou ajustes para ser fechado
Foto: Washington Costa/MF

Haddad pressiona por corte de incentivos fiscais enquanto Senado analisa proposta já aprovada na Câmara

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Orçamento de 2026 ainda precisa de aproximadamente R$ 20 bilhões em receitas ou ajustes para ser fechado. A declaração foi feita em Brasília, durante discussões sobre medidas fiscais em tramitação no Congresso Nacional.

Segundo Haddad, o valor é necessário para garantir o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento das metas fiscais previstas pelo governo federal. O ministro defendeu a aprovação de um projeto que trata do corte de benefícios fiscais como uma das alternativas para viabilizar o fechamento do Orçamento.

O projeto mencionado pelo ministro foi aprovado pela Câmara dos Deputados e deve ser analisado pelo Senado Federal nesta quarta-feira. A proposta prevê a revisão e a redução de incentivos fiscais concedidos a diferentes setores da economia, com o objetivo de ampliar a arrecadação e reduzir distorções no sistema tributário.

Em declarações a jornalistas, Haddad afirmou que a revisão dos benefícios fiscais é um instrumento relevante para reforçar o caixa da União. Segundo o ministro, a iniciativa busca racionalizar gastos tributários sem a criação de novos impostos.

As informações institucionais indicam que o Orçamento de 2026 está sendo elaborado em conformidade com o novo arcabouço fiscal, que estabelece limites para o crescimento das despesas e exige a adoção de medidas compensatórias quando há renúncia de receitas. O Ministério da Fazenda tem defendido que a revisão de benefícios é compatível com essas regras.

O debate sobre os benefícios fiscais ocorre em um contexto de esforço do governo para garantir previsibilidade fiscal e atender às exigências legais de equilíbrio das contas públicas. O tema tem sido recorrente nas negociações entre o Executivo e o Legislativo ao longo do atual ciclo orçamentário.

No momento, o projeto aprovado pela Câmara aguarda deliberação no Senado. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial. O governo federal acompanha a tramitação e aguarda a definição do Congresso para avançar na consolidação do Orçamento de 2026.

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