Dólar registra queda anual de 11,17% e encerra 2025 negociado a R$ 5,48, menor nível desde outubro

Pequena bandeira dos Estados Unidos sobre notas de dólar americano, representando economia, câmbio e mercado financeiro.
Dólar registra queda anual de 11,17%. Foto de Karola G

Moeda americana encerra último pregão do ano em baixa impulsionada por fraqueza externa do dólar e cenário local de estabilidade cambial

São Paulo, 30 dezembro de 2025 – O dólar comercial fechou a última sessão de 2025 cotado a R$ 5,48, consolidando uma queda acumulada de 11,17% no ano, segundo dados do mercado financeiro. A desvalorização da moeda norte-americana frente ao real ocorre em meio a um ambiente global de enfraquecimento do dólar e expectativas de estabilidade monetária no Brasil.

Analistas apontam que a trajetória de queda do dólar ao longo do ano foi influenciada por fatores externos, como as perspectivas de cortes graduais nas taxas de juros nos Estados Unidos, e por dados econômicos que favoreceram moedas de mercados emergentes, incluindo o real brasileiro. Além disso, o dólar enfrentou menor demanda no exterior, refletindo uma combinação de políticas monetárias mais brandas e menor aversão ao risco entre os investidores.

No cenário doméstico, indicadores econômicos relativamente estáveis e a manutenção de política monetária cautelosa pelo Banco Central contribuíram para reduzir a pressão cambial. A moeda americana chegou a operar abaixo de R$ 5,50 em várias sessões no decorrer do ano, consolidando uma tendência de valorização do real, apesar das persistentes incertezas econômicas globais.

Especialistas destacam que a queda anual de mais de 11% representa um movimento relevante no mercado cambial brasileiro, refletindo tanto fatores globais quanto internos. Embora a cotação final do ano tenha marcado um patamar menos intenso do que as projeções feitas no início de 2025, a trajetória de queda foi percebida como um alívio para empresas com custos dolarizados e para importadores.

Aviso: Este conteúdo possui caráter informativo e jornalístico. Não se trata de recomendação de compra, venda ou qualquer tipo de investimento financeiro. Decisões de investimento devem ser tomadas com análise própria ou com auxílio de profissional especializado.

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