Produção recorde de 12,35 milhões de toneladas consolida liderança global do país no setor pecuário
O Brasil alcançou um marco histórico na pecuária mundial ao assumir, pela primeira vez, a posição de maior produtor global de carne bovina, superando os Estados Unidos. O feito consolida o país não apenas como líder absoluto nas exportações, mas também como protagonista na oferta global da proteína animal, segundo dados do mais recente relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
- Brasil supera os EUA e se torna o maior produtor mundial de carne bovina
- Comissão da Câmara aprova inclusão de produtos da agricultura familiar nas cestas básicas
- Safra de soja 2025/26 pode bater recorde histórico no Brasil
De acordo com o levantamento, a produção brasileira atingiu 12,35 milhões de toneladas equivalente-carcaça (tec), um crescimento de 4,2% em relação ao ano anterior. O avanço reflete a combinação de fatores estruturais e conjunturais, como a expansão do rebanho, ganhos de produtividade, maior eficiência no uso de tecnologia e a forte demanda internacional, especialmente de mercados asiáticos.
Enquanto o Brasil avançou, os Estados Unidos registraram retração na produção. A oferta norte-americana caiu 3,9%, totalizando 11,814 milhões de toneladas, movimento atribuído à redução do rebanho, custos elevados de produção e ajustes no ciclo pecuário. Essa combinação abriu espaço para que o Brasil assumisse a liderança também no volume produzido, posição que historicamente era ocupada pelos norte-americanos.
O novo patamar alcançado pelo Brasil reforça a relevância estratégica do agronegócio na economia nacional. A pecuária bovina responde por parcela significativa das exportações do país, gera milhões de empregos diretos e indiretos e tem papel central no saldo da balança comercial. Além disso, o desempenho recorde ocorre em um contexto de crescente exigência internacional por rastreabilidade, sustentabilidade ambiental e padrões sanitários mais rigorosos, desafios que vêm moldando a modernização do setor.
Especialistas avaliam que a liderança produtiva amplia o peso do Brasil nas negociações comerciais e nas discussões globais sobre segurança alimentar. Ao mesmo tempo, o resultado impõe novas responsabilidades ao país, especialmente no que diz respeito à adoção de práticas sustentáveis, redução de emissões e combate ao desmatamento ilegal, temas cada vez mais presentes na agenda de compradores internacionais.
Com produção em alta e exportações consolidadas, o Brasil encerra o período com um feito inédito e simbólico: além de alimentar mercados em todos os continentes, passa a ocupar o topo da produção mundial de carne bovina, redefinindo o equilíbrio global do setor e reforçando seu papel como potência agropecuária.
Faça um comentário